terça-feira, 11 de junho de 2024

OS BALÕES

 


 

Era tarde de domingo, os papais foram ao parque com os filhotes, o Téo e o Tico, dois ursinhos travessos.

Quando viram o urso Caramelo vendendo balões coloridos ficaram eufóricos.

- Mamãe! Papai! Vejam! Queremos balões, todas as crianças estão brincando. Disse o Téo por ser o mais arteiro.

Saíram em disparada, cada um escolheu sua cor preferida, saíram rindo ao ver os balões subindo tão alto. Como estavam amarrados com cordão, achavam que não iriam se soltar.

O vento chegou tão agitado que arrancou o balão das mãos do Tico, que chorava querendo um outro balão.

O balãozinho continuava a subir e subir.

- Eu quero meu balão! Chorava o menino, quando do nada, apareceu um passarinho, arrancou o balão das mãos do Téu, cantou ao ver subindo ao encontro do outro balãozinho que queriam chegar até as nuvens.

Os dois meninos olhavam para o céu, logo outros balões subiram deixando o céu todo colorido.

Assim, virou uma chuva de balões.

 

Irá Rodrigues

NA FLORESTA ENCANTADA

 


 

Animais e plantas estavam agitados devido a um boato espalhado pelo vento sobre uma festa que iria acontecer do outro lado do rio lá no recanto dos pássaros...

Tudo naquele lugar era motivo para festejar, dessa vez seria diferente, apareceu uma águia vindo de outro reino apresentando-lhe como contadora de histórias.

Todos queriam ir e assim o dia foi pequeno para tanto alvoroço, os passarinhos estavam sendo avisados com antecedência, assim teriam tempo para chegarem de papo cheio sem pressa para saírem em busca de sementes para se alimentarem.

A tardinha chegavam passarinhos e logo os galhos se enchiam com as mais lindas cores de penas esvoaçantes, beija-flores sugavam gotas do orvalho caindo ao anoitecer assim afinavam os bicos, enfim todos os bichos chegavam ocupando os seus lugares.

A águia toda imponente saúda todos e começa a narrar uma das suas historinhas.

Nem um bico se abria, nem um sussurro se ouvia, todos de olhos e ouvidos atentos.

- Era uma vez num reino bem longe daqui apareceu um casal muito estranho, uma cobra e um jacaré dizendo-se apaixonados.

A história continuava os olhos se esbugalhavam a curiosidade em saber o final fazia com que todos ficassem em silêncio, sem conseguir segurar a língua o tamanduá falou:

- Não estranho mais nada vivemos em uma floresta onde as rochas se movem de um lugar a outro e se esticam ou encolhem. As flores reclamam se o sol está muito quente exigindo um guarda-sol, todos reclamaram da audácia do tamanduá em interromper a história.

A águia a pedido dos passarinhos continuou.

- A cobra era uma serpente de manchas escura muito vaidosa fazia de tudo para aparecer a mais bela, o jacaré era discreto pouco falava e vivia de cara feia, derreteu-se de amor pela cobra e chega o belo dia do casamento.

Antes que a cobra falasse sim o jacaré deu uma bocada engolindo a pobre sem ao menos dar chance de se defender.

 

Moral da história- jamais confie em quem não conhece.

 

 

 

Irá Rodrigues
Santo Estevão - BA – Brasil

http://iraazevedo.blogspot.com.br

HARMONIA NA FLORESTA

 

 


 

Todos viviam numa grande harmonia, as árvores cuidavam de proteger os bichos, a brisa tomava conta das flores, cada um tinha a sua tarefa sempre cuidando do outro.

A cigarra tinha a tarefa de alegrar as manhãs, as tardes a sinfonia eram por conta dos passarinhos, à noite a serenata era obrigação dos grilos. Ali não sobrava espaço para o silêncio, quando isso acontecia dona brisa cuidava de chamar o vento que assanhava as árvores balançava as folhas fazendo batucada no farfalhar de bater asas de borboletas.

Assim que o sol dava bom dia! Chegavam as abelhinhas fazendo zum... zum... Com seus baldinhos colhendo o néctar para produzir mel, a centopeia que além de exibir seus cem pezinhos era muito curiosa e tudo queria saber e foi correndo saber o que as abelhinhas faziam com tantos baldinhos de mel.

- Bom dia bichinha rastejante de cem pezinhos! Aonde vai com tanta pressa? Parece que vai atropelar a brisa. Disse a abelhinha.

- Bom dia abelhinhas! Estou aqui matutando umas curiosidades,

O que fazem com tantos baldinhos de mel? Vocês trabalham, trabalham e não descansam.

- Centopeia querida não pode parar de colher o néctar para falar com você ou o mel se congela. Logo chega o verão as flores secam e onde iremos encontrar mel para adoçar as crianças. Por isso precisamos colher, colher e assim que aqui não tiver mais flores mudamos para outra região. Disse a abelhinha mais velha enquanto as outras não paravam de colher o néctar das flores amarelas.

- Cada um com a sua atividade, vou ali comprar sapatos novos e não preciso trabalhar. Disse a centopeia toda vaidosa.

- Oras! Oras! De que vale a vida sem uma atividade, gritaram as abelhas enquanto a centopeia saia agitada atropelando nos seus cem pezinhos.

E assim continuava a vida na floresta encantada.

 

Autoria- Irá Rodrigues

http://iraazevedo.blogspot.com.br/

Diretora da divisão de Literatura Infanto-juvenil

O RATINHO GULOSO

 


 Tico era um ratinho muito do guloso, só tinha de grande barriga e orelha. O bichinho era cotó teve seu rabinho arrancado por um gato malvado e assim ele parecia uma bola de pelos castanhos.

Quando o dia amanheceu, Tico pulou da rede onde dormia, tinha sonhado que estava numa fábrica de queijos se refastelando com aquele banquete.

-Hum! Lambeu os bigodes até sentindo o gostinho dos queijos frescos. -Pensava o ratinho guloso.

Sentiu a barriga roncar, espreguiçou e saiu para fuçar o lixo da casa vizinha, ali com certeza encontraria um belo café com migalhas de pão e bolo.

Para sua surpresa, a porta estava entreaberta e com toda a sua gula começou a mexer o nariz farejando o cheiro apetitoso que vinha lá de dentro.

Nem olhou para os lados, entrou correndo na cozinha.

- Vou me fartar- Pensou Tico escalando a perna da cadeira, arregalou os olhos quando viu a mesa cheia de coisas gostosas. Sem pestanejar começou a degustar de tudo até que viu o queijo, comia com tanta gula até que a barriga ficou estufada, agora sim parecia mesmo uma bola de pelos.

Coitado de tanto comer deu moleza e ali mesmo adormeceu.

O que será que vai acontecer com Tico?

Agora é sua vez de dar fim na história.

 

          Autora- Irá Rodrigues

http://iraazevedo.blogspot.com.br

 

O PEIXINHO GULOSO

 


 

O peixinho Zezé era muito guloso, comia, comia e nunca estava satisfeito, quando via algo se mexer corria depressa para abocanhar.

A peixinha Lili sempre o aconselhava:

- Zezé meu companheiro, não seja tão guloso assim, vá com calma ou uma hora é fisgado pela isca de um anzol.

O peixinho Zezé mexia a boca empinava as antenas e fingia não escutar, saia sem dar atenção aos conselhos da peixinha.

Todas as tardinhas anzóis era jogados nas águas do lago, os peixes mais apressadinhos não escapavam e pelo anzol eram fisgados.

Um dia, estava o peixinho Zezé beliscando alguns farelos de algas, quando uma bela e enorme isca apareceu à sua frente, guloso como era apressou-se e... Abocanhou.

O anzol prendeu em sua boca, o peixinho se debatia lutando para se soltar sem conseguir respirar, quando Lili vendo aquela agonia gritou os peixes maiores para socorrer o seu companheiro guloso, foi aquela correria conseguiram cortar a linha deixando o anzol preso no peixinho que gemia e se contorcia com os olhinhos lacrimejando de dor.

A peixinha Lili implorava para que salvasse o seu Zezé e agoniada partiu a procura da piranha.

- Amiga, amiguinha corra venha salvar o Zezé ele tem um anzol preso na boca e se não tirar o pobrezinho guloso morre sem conseguir respirar.

A piranha saiu em disparada, com seus dentes afiados arrancou o anzol que voou longe deixando o peixinho respirar aliviado.

O peixinho Zezé com certeza aprendeu a lição, mas será que vai deixar de ser um apressado guloso?

Bom se não aprendeu com essa, azar dele. Disse a peixinha Lili.

Autoria- Irá Rodrigues

 

 

O RATINHO QUE MORAVA NO PINICO

 


 

 Tonico era um ratinho travesso e muito do atrevido, discordava de todos e nem aos pais obedecia. E assim com as suas teimosias gostava de infernizar o pobre do gato que dormia tranquilo na sua casinha ou mesmo quando o pobre sentava na janela para olhar a rua, o rato subia puxava o rabo e saia em disparada se escondendo em seu pinico, lugar onde o gato se recusava a chegar perto pois ficava bem ao lado da toca da onça que sempre protegia aquele sem vergonha.

Os pais Dom Ratão e dona Ratinha estavam cansados de alertar o filho para não provocar o gato, uma hora ele cairia nas garras afiadas e não conseguiriam salvar. O atrevido do rato gargalhava confiando em sua esperteza e dizia mexendo seu nariz arrebitado:

- Nenhum gato vai conseguir pegar esse ratinho esperto.

A mãe não se conformava com as estripulias do filho e cansada de falar ameaçava a jogar fora o pinico onde ele dormia e se sentia seguro, o ratinho implorava que fizesse tudo menos tirar o seu cantinho seguro. A mãe se retirava deixando que ele resolvesse as suas encrencas.

Certo dia o gato dormia com o rabo pendurado na almofada e logo o rato pensou:

- Vai ser bem divertido dar uma mordida nesse rabo peludo e sair correndo. Jamais o gato vai conseguir me pegar. Tenho as canelas pequenas, mas são ligeiras. Gabou-se o rato.

Quando chegou bem pertinho quase morre de susto, sua sorte foi a chuva que caiu e como o gato não gostava de molhar seus pelos macios ele saiu em disparada com a língua de fora até se sentir seguro em sua casinha.

Antes de respirar aliviado o pai pegou pela orelha dizendo;

- Se não parar com as suas malandragens você vai morar com seus avós no reino das ratazanas e de lá só vai sair acompanhado. E sem ter o seu pinico- Ameaçou.

O rato malandro prometeu não ser mais desobediente, pois não queria se afastar da sua casa vivendo ao lado dos pais.

Depois daquele alerta o rato aprendeu que a desobediência só pode trazer problemas e que deveria ter cuidado e não ficar infernizando o pobre do gato.

E assim o ratinho se tornou o mais obediente dos ratos em toda aquela região. Mas se a coisa o complicasse corria para seu esconderijo. o amado pinico.

 

 

Autora Irá Rodrigues

http://iraazevedo.blogspot.com/

O DESTINO DA PIABA

 


A chuva caia tão forte, mas tão veloz que o rio logo transbordou, a pobre da piaba tão miudinha se agarrava nas folhas, coitada não tinha forças para vencer a correnteza, então começou a implorar.

- Por favor não me leve. Suplicava já quase se afogando, eu preciso respirar e não consigo.

A chuva ouvia os lamentos daquele peixe miudinho sendo levado pela correnteza e sentiu pena, lá do alto enviou uma gota gigante que sugou a piabinha levando para a margem onde o rio corria sossegado e lá soprou deixando a piaba tontinha, tontinha, depois do susto ficou calma e voltou a sua tranquila vidinha de piaba de águas calmas.

 

Autora -Irá Rodrigues

 

 

OS BALÕES

    Era tarde de domingo, os papais foram ao parque com os filhotes, o Téo e o Tico, dois ursinhos travessos. Quando viram o urso Cara...