O macaco Zé das prosas
Só tinha
ambição
Da onça
tinha inveja
Pois tinha
inspiração
Era livre
para andar
Por todo
aquele chão.
E o macaco egoísta
Se achando
mais forte
Foi montar
no leão
Coitado não
teve sorte
Levou logo
um trompaço
Quase chegou
a morte.
Ao ficar bom
ele resolveu
Falar com a
feiticeira
Pediria um
conselho
Sabendo que
era justiceira
Que desse ao
leão
Uma surra certeira.
Era uma
tarde sombria
Fazia muito
calor
Resolveu
parar no rio
Viu de longe
um morador
Foi com toda
simpatia
Lhe pedir um
favor.
- O que
quer? o velho perguntou
- Vem aí uma
tempestade
Me receba em
sua casa
Sou nobre de
simplicidade
O velho olhou
esquisito
Suma dessa
propriedade.
Só quero um abrigo
Depois eu
sigo viagem
Minha casa
fica longe
Eu estou em
desvantagem
Não recebo
dos amigos
Nem se quer
uma mensagem.
Se quiser
dormir no seleiro
E partir de
manhãzinha
Em casa não
pode entrar
Minha mãe é
velhinha
Se ver um
macaco
Vai morrer a
pobrezinha.
O macaco o
seguiu
Agradeceu a
simpatia
No seleiro
se abrigou
Começou a
ventania
Tudo se
balançava
A noite foi
de agonia.
Assim que
raiou o dia
Começou
aquela jornada
Pegou água e
frutas
E seguiu sua
caminhada
Nem se quer
agradeceu
Pela
acolhida abençoada.
Movido pela
ambição
Era um
macaco traiçoeiro
Ao ver aquelas
bananas
Pegou o
cacho inteiro
Com medo do
velho aparecer
O safado
fugiu ligeiro.
Nem olhou
para trás
Chegou ao
rio ansioso
Gritou para
o barqueiro
Vamos estou
nervoso
Dou metade
das bananas
E não seja
orgulhoso.
Com medo do
peludo
Se apressou
o barqueiro
Viu o macaco
agoniado
Sabendo que
era trapaceiro
Sentiu as
pernas tremerem
Temendo o
estranho passageiro.
Atravessaram
o rio
O macaco
muito esperto
Cuidou de
pular correndo
Não cumpriu
o acerto
O barqueiro
nem viu
O safado do
macaco por perto.
Autora- Irá
Rodrigues
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