Chegou o verão o cacho de coquinhos secou, com a
ventania foram lançados separados não se sabem onde cada um foi parar. Com
certeza tiveram destinos diferentes do que a mamãe sonhava para seus filhotes
que era cair ali pertinho e ver cada um se tornar uma linda árvore.
Mas o destino mudou tudo, logo veio um temporal e
arrastou os coquinhos, levado entre garranchos apenas um foi levado noutra
direção assim ele pensava que todos os seus irmãos estavam juntos.
O verão era tão forte, o coquinho estava exausto, tão
magrelo que faltava forças para se movimentar. E o coquinho se lamentava,
tantos planos de crescerem juntos e formarem uma linda família onde se
balançariam ao sabor do vento sentindo suas folhas se tocarem, o coquinho nos
seus lamentos ficava imaginando a festa dos passarinhos bicando os frutos
maduros.
E assim nessa tristeza vivia a sementinha chorona. O
tempo foi passando, as esperanças desaparecendo, abandonado até pelos bichinhos
que gostavam de carregarem coquinhos para suas tocas. Era um abandonado pelo
destino e só lhe restava dormir para não sofrer,
Mas para Deus tudo é impossível, depois de dias
sofrendo no Sol ardente o céu de repente escureceu, o coquinho achava que era a
noite e quando sentiu o frescor dos pingos de chuva caindo ele sorriu, nada
estava perdido, e dias e dias de chuva fez com que a sementinha chorona se
tornasse a sementinha sorridente. Agasalhada entre folhagens secas ela começou
a germinar, ganhou duas folhinhas, se sentia uma menininha, o tempo foi
passando ela foi ganhando folhas e logo estava se balançando com a brisa que soprava
ao amanhecer.
Toda orgulhosa ela olha do alto e pode avistar outras
plantas iguais, com certeza a sua família todas reunidas. E quando brota o
primeiro cacho dos mais lindos coquinhos ela já se considera uma mamãe feliz.
Autora- Irá Rodrigues.
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