sexta-feira, 26 de abril de 2024

NA VILA LAGARTIXAL


Moravam muitas famílias de lagartixas e os calangos, certa manhã ainda sem o Sol nascer, ouviu-se gritos abafados e todos saíram das suas casas para saber do acontecido.
O calango na maior preguiça, abre a boca e exclama:
- Morreu alguém? Quem?
A confusão e o medo do acontecido era tanto que não deram atenção aí calango e continuaram a procurar de onde vinha aquele choro.
Já com o Sol alto, ardendo pelo calor, enfim encontraram. Era Esmeralda uma lagartixa que adorava ser o centro das atenções e como não lhe davam as devidas atenções, sempre buscava o que bagunçar a tranquilidade dia outros.
Dona lagartixa mãe de todos, imediatamente exigiu uma reunião, foi aquele alvoroço, reclamavam do sono perdido, da barriga roncando de fome e da vontade de castigar a Esmeralda.
A reunião começou indagando a Esmeralda o motivo daquele escândalo ainda na madrugada.
-Eu não quero ser uma lagartixa comum e vivendo aqui, preciso criar asas e poder voar para um mundo diferente.
- O que sabe até hoje é que não existe lagartixa com asas, se não está satisfeita pode partir a hora que desejar. Se realmente deseja ter asas então procure o feiticeiro da floresta, com certeza ele irá realizar seus desejos. Mas fique sabendo que virará um mostro e aqui não terá mais lugar para você. Disse Dona Lagartixa chateada com os desaforos da Esmeralda.
Todas as outras lagartixas arregalaram os olhos. Começou aquele buxixo.
- Vá! Ande! Corra atrás das suas asas e esqueça sua família. Gritou o calango Eriberto.
- Não precisa ser agressivo. Disse Esmeralda. Eu só tenho um sonho, gaguejando ela se retirou.
Irá Rodrigues.

MUNDO DOS SONHOS


É linda a imaginação de Juca, ele gosta de subir no balanço, voar mais alto que a copa das árvores, diz que adora olhar as paisagens e imaginar que o mundo é feito de sonhos e brincadeiras.
A tardezinha é sua hora preferida, acompanhar a viagem do Sol e a chegada da Lua. Ouvir o sussurro do vento nas folhas, enquanto chegam bandos de passarinhos buscando agasalhos para passarem a noite. E sonhando nas suas descobertas ele ama ficar contando estrelas e todas elas são batizadas com o nome de uma das suas amiguinhas da escola.
Juca é um garoto muito esperto, gosta de experiências e emoções, como: se sentar num banco do jardim da velha casa dos seus avós, em cada flor parece uma crianças, são serelepes, sabem lhe escutar, discutem com as abelhas, brincam com as borboletas, cantam com a brisa e são inquietas, cheias de vontade, se não gostam se fecham, se gostam desabrocham sorrindo.
Nos sonhos de Juca, nenhuma flor daquele jardim murcha, nenhuma outra criança sofre. E assim a natureza vive em harmonia.
Autoria Irá Rodrigues.

R OTINA DA FLORESTA


O tamanduá bandeira
Passava o dia inteiro
Com o olhar espichado
Pra porta do formigueiro
Às formigas perceberam
A intenção do traiçoeiro.
X
De longe, o cardeal olhava
O batalhão de formigas
Estavam todas armadas
E não iria fazer intrigas
Assistiria de camarote
A hora das brigas.
X
Quase que não chovia
Secou a água do lago
O sapo vivia com fome
Precisava de um agrado
Sem saber o que fazer
Chorava por um afago.
X
O macaco muito esperto
Só fazia estripulia
Perturbava o pobre sapo
Sofrendo de agonia
Sem achar um besourinho
Perdia a sua alegria.
X
Outros bichos chegaram
O coelho trazendo a preá
O bode todo perfumado
Carregando o gambá
Nas costas do urubu
Chegava o sabiá.
X
O papagaio fofoqueiro
Chegou com mordomia
Trazia a língua afiada
Espalhando ironia
O pobre foi espulso
Acabando a sua alegria.
X
O bem-te-vi chamou a chuva
Corram abram as sombrinhas
Começou o aguaceiro
Molhou a pobre da joaninha
O sapo feliz festejava
Ao lado da rãzinha.
X
E logo depois da chuva
Apareceu a tanajura
Desfilando no salão
Com as mãos na cintura
Rebolava e dançava
Com a bunda de gordura.
X
O mosquito muito atrevido
Com a sua covardia
Sugava o sangue do gato
E apressado dali fugia
Embaixo da mesa
O sujeito se escondia.
X
A centopéia atrasou
Perdeu o seu sapato
A pobre estava mancando
Ainda culpou o rato
Que só tentou ajudar
E quem pegou foi o gato.
X
O dia passou depressa
Acabaram com a festança
O porco protestava
Preciso encher a pança
Toca o fole sanfoneiro
Faça a última dança.
X
E tudo voltou ao normal
Parabéns a grande felicidade
Era bicho pra todo lado
Com a sua atividade
A rotina da floresta
O que vale é amizade.
X
Autoria Irá Rodrigues.

O SAPO SAPOLINO


Andava muito feliz
Tinha toda aquela riqueza
Paz, sombra e água fresca
No lago,era uma nobreza
Vivia sempre cantando
Dando viva a natureza.
X
A tempestade chegou
O sapo ficou resfriado
Foi na casa da vizinha
Tomar um bom caldo
Enfiou-se no cobertor
Depois de alimentado.
X
O pobre do sapo tossia
Logo ardia em febre
O compadre preocupado
Chamou a Dra. Lebre
Ele está constipado
Ponha naquele casebre.
X
A Dra lhe receitou
Mel de abelha e agrião
Uma sopinha de mosquito
Era a melhor opção
Ele vai melhorar
Siga a recomendação.
X
O sapo tremia de frio
A febre não passava por nada
Quando o céu escureceu
Veio forte trovoada
Durou pouco tempo
Acalmou na madrugada.
X
No dia seguinte bem cedo
O sapo com sua esperteza
Colocou a sacola nas costas
Agradeceu pela gentileza
Eram amigos de verdade
Disso ele tinha certeza.
X
Irá Rodrigues.

LIVRO NÃO É PRISIONEIRO


Não prenda o livro na gaiola
Ele gosta de viajar
Não deixe numa gaveta
Leia e pode emprestar
Quanto mais ele circula
A criança vai gostar.
X
Livro tem sentimentos
Quem ama vai entender
Sua história tem vida
E mundos para se conhecer
No sofá você pode viajar
Só o livro vai te entender.
X
O livro em qualquer lugar
Cada página uma história
O infantil é cobiçado
Doe com dedicatória
Quem recebe vai amar
Compartilhe essa vitória.
X
Irá Rodrigues.

COMO É LINDO AS DIFERENÇAS


O nosso mundo é lindo
Cada um tem o seu jeito
Não importa se é gordo
Isso não é defeito
Ou que seja bem magrelo
O que vale é o respeito.
X
Se a escola abre as portas
O aluno é valorizado
Seja branco ou preto
Ele vai ser abraçado
Inclusão é coisa séria
E melhora o aprendizado.
X
Imagine todos iguais
Numa sociedade exclusiva
Preconceito é crime
Temos escola inclusiva
Com equipe preparada
Amorosa e compreensiva.
X
Cada um tem o seu jeito
Trazendo o seu valor
Se todos fossem iguais
Quem seria o seu professor?
Tenha sempre em mente
O que vale é o amor.
X
Que lindo é ser diferente
Mais belo é a inclusão
Essa linda diversidade
Formando a nossa nação
Vamos olha cada beleza
Que se traz no coração.
X
Irá Rodrigues....
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MUNDO ENCANTADO


Nesse mundo de paz e tranquilidade, tudo era diferente, as árvores davam frutas com sabor de caramelo, as casas eram toda feitas com tijolos de chocolate, o telhado com nuvenzinhas de algodão doce, não tinha portas e nem janelas, das montanhas descia todas as manhãs uma Maria Fumaça pilotada pelo velho mago da floresta e seus ajudantes duendes, passava em todas as casas entregando pãezinhos frescos, leite de cabras e o tradicional bolo de cervejas, o favorito das crianças.
O parquinho em frente às casinhas era todo feito de pirulitos, bombons e acentos alcochoados com machimelo, naquele mundo encantado ninguém ficava triste, as crianças viviam como num conto de fadas. E assim, a vida continuava cheia de cantos e encantos.
Irá Rodrigues.

UMA TARDE NO ZOOLÓGICO


Os animais faziam a festa
O ganso calçando sapatos
O elefante todo elegante
Atrás vinha os patos
O burro e as cabras
E por último os ratos.
X
O leão trazia o violão
No tambor a seriema
A sabiá muito esperto
Antes foi ao cinema
A cobra de vestido longo
Era o pior dilema.
X
A girafa coloca botina
Veja a farra do guaxinim
Com sua calça listrada
Tocando tamborim
Enquanto as borboletas
Fazem a farra no jardim.
X
O macaco muito esperto
Toma conta do dinheiro
A bichada animada
Farreiando o dia inteiro
A noite estava escura
Acenderam o candeeiro.
X
A cigarra com sua cantoria
Deixa a turma agitada
Quando chega a lagartixa
Com sua roupa listrada
O jacaré reclamava
Daquela destrambelhada.
X
Irá Rodrigues.

CORDEL ZINHO DA FAZENDINHA


Os bichinhos desse lugar
São todos animados
Um porco sambista
Bodes atrapalhados
No meio da madrugada
Galos cantam adiantados.
X
Tem um perú imperioso
Uma galinha magrela
A coruja Josefina
Mora ao lado da cancela
O urubu Gumercindo
Só dorme na janela.
X
E assim vivem com alegria
Do grande ao pequenino
Um boi todo enfesado
Um cachorro traquino
Tem até um macaquinho
Peralta feito um menino.
X
Na fazendinha do bem
Tem insetos festejando
Um respeita o outro
A noite os grilos cantando
A noite os vaga-lumes
Felizes vão chegando.
X
O velho dono de tudo
Acorda de manhãzinha
Vai ordenhar a vaca
Leva leite pra vizinha
Depois chega sorrindo
Vai se sentar na cozinha.
X
A gata deitada no banco
Ao ver seu dono chegar
Pula logo na mesa
Um leitinho vai tomar
Depois toda contente
Volta pra descansar.
X
Irá Rodrigues.

A CHUVA ENCHEU O LAGO


O sapo cururu
Resolveu festejar
Chamou toda a saparada
A noite iriam dançar
Água caindo do céu
E música pra animar.
X
Era tanta felicidade
Que foi lavar o pé
Queria ficar limpinho
Sem o cheiro de chulé
E todos abraçavam
O amigo sapo Zé.
X
Começa o inverno
Ao amanhecer o dia
Como tomar banho
Se a água tá tão fria
Olhou o céu e pensou:
Porque o Sol se escondia.
X
Tomando coragem, pulou
Deu logo uma mergulhada
Depois se perfumou
Foi ver sua namorada
Ao chegar na lagoa
Ela estava encantada.
X
Sem querer mais esperar
O casório foi marcado
O jacaré seu amigo
Foi o primeiro convidado
A festança foi linda
Zé estava apaixonado.
X
Irá Rodrigues.

ERA UMA VEZ...


No meio do jardim
Apareceu um baú
Dentro tinha de tudo
E começou assim...
X
Pulou de dentro um gato
Fugindo de uma história
Logo atrás um leão
Um besouro e um rato.
X
Lá dentro uma discussão
Os bichinhos iam saindo
Os passarinhos gritando
Na maior animação.
X
Todos querendo sair
Pra história começar
E onde estão as crianças
Todas querem nos ouvir.
X
O macaco fazendo estripulia
A raposa impaciente
O urso dançava desajeitado
Enquanto o povo aplaudia.
X
Oberse sou um artista
Gritava o galo afobado
A fica toda exibida
Era a melhor equilibrista.
X
O arco-íris chegou
De forma divertida
Das cores pulavam flores
E a história começou.
X
A girafa toda exibida
Pulava desengonçada
A gaivota apresentava
De forma divertida.
X
No final, disseram obrigado
Entre risos e gargalhadas
A história criou vida
Deixando o tempo parado.
X
Autoria Irá Rodrigues.

terça-feira, 16 de abril de 2024

DIFERENÇA


 

Se no mundo fosse tudo igual
E nada fosse diferente
Ficaria tão estranho
Um local cheio de gente
Uma a cara da outra
Nada de inteligente.

Virava uma confusão
Ninguém conhecia ninguém
A beleza é ser diferente
Isso nos tão bem
Cada um com o seu jeito
Seguir com o que tem.

Deus fez todos os filhos
Com amor de verdade
Colocou um coração
E plantou a felicidade
Um mundo tão lindo
Pra se viver em liberdade.

Somos todos irmãos
Nunca devemos julgar
Se o colega é diferente
É preciso respeitar
Ser amigo de verdade
Com amor lhe abraçar.

A vida só é bonita
Se nada for igual
Diferença é a beleza
Isso nunca fez mal
É dessa forma linda
Todo mundo é igual.

Se o amigo é diferente
Pelos colegas não é aceito
Isso é falta de amor
E se chama preconceito
A cor e posição social
Isso não é defeito.

Irá Rodrigues.

VENDEDOR DE LIVROS


E sai o garoto pelas ruas
Eu estou vendendo uma mercadoria
Tão valiosa quanto o melhor tesouro
Eu vendo livros que traz sabedoria
Tem histórias para contar
Tem mistério e magia.

Eles valem mais que ouro...
Vendendo com dor no coração
Sinto fome e preciso me alimentar
Tenho livro, mas não tenho pão,
Preciso forças para estudar
Infelizmente não acho outra opção.

Em cada cada página
Tem mistérios para descobri
Sentem aqui e venham ver
Os segredos de um colibri
Criança com certeza
Vai gostar de ouvir.

O garoto pelas ruas gritando
Comprem livrinho de história
E posso continuar estudando
Um dia festejar minha vitória
Tudo que aprendi nos livros
Jamais sairá da memória.

A noite vem, vou embora
Um velho de longe observava
Aproximou-se, eu vou te ajudar
Sentou-se e ouviu o que ele falava
Não sei ler, seus livros não vou comprar
Guarde-o todos em sua mala
O garoto triste só chorava.

O garoto olhou para o homem e falou:
Fico feliz com a sua atenção
Passam e nenhum me escutou
Desfazer deles é dor no coração
Está aqui o preço que está pedindo
Estude filho, seja um bom cidadão.

Leve seus livros para casa menino
Muito barato essa preciosidade
Seus livros são tesouros
Estude para a sua felicidade
O menin chorava e ouvia o velho
Já formado volte aqui na cidade.

O garoto não sabia se chorava
Agora tinha dinheiro para estudar
Suas palavras saíram sufocadas
Dizia, não tenho como lhe pagar
Só Deus vai poder lhe pagar
Pelo senhor, eu juro vou me esforçar.

Irá Rodrigues.

NA VILA LAGARTIXAL


 

Moravam muitas famílias de lagartixas e os calangos, certa manhã ainda sem o Sol nascer, ouviu-se gritos abafados e todos saíram das suas casas para saber do acontecido.
O calango na maior preguiça, abre a boca e exclama:
- Morreu alguém? Quem?
A confusão e o medo do acontecido era tanto que não deram atenção aí calango e continuaram a procurar de onde vinha aquele choro.
Já com o Sol alto, ardendo pelo calor, enfim encontraram. Era Esmeralda uma lagartixa que adorava ser o centro das atenções e como não lhe davam as devidas atenções, sempre buscava o que bagunçar a tranquilidade dia outros.
Dona lagartixa mãe de todos, imediatamente exigiu uma reunião, foi aquele alvoroço, reclamavam do sono perdido, da barriga roncando de fome e da vontade de castigar a Esmeralda.
A reunião começou indagando a Esmeralda o motivo daquele escândalo ainda na madrugada.
-Eu não quero ser uma lagartixa comum e vivendo aqui, preciso criar asas e poder voar para um mundo diferente.
- O que sabe até hoje é que não existe lagartixa com asas, se não está satisfeita pode partir a hora que desejar. Se realmente deseja ter asas então procure o feiticeiro da floresta, com certeza ele irá realizar seus desejos. Mas fique sabendo que virará um mostro e aqui não terá mais lugar para você. Disse Dona Lagartixa chateada com os desaforos da Esmeralda.
Todas as outras lagartixas arregalaram os olhos. Começou aquele buxixo.
- Vá! Ande! Corra atrás das suas asas e esqueça sua família. Gritou o calango Eriberto.
- Não precisa ser agressivo. Disse Esmeralda. Eu só tenho um sonho, gaguejando ela se retirou.
Irá Rodrigues.

OS BALÕES

    Era tarde de domingo, os papais foram ao parque com os filhotes, o Téo e o Tico, dois ursinhos travessos. Quando viram o urso Cara...