O tamanduá bandeira
Passava o dia inteiro
Com o olhar espichado
Às formigas perceberam
A intenção do traiçoeiro.
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De longe, o cardeal olhava
O batalhão de formigas
Estavam todas armadas
E não iria fazer intrigas
Assistiria de camarote
A hora das brigas.
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Quase que não chovia
Secou a água do lago
O sapo vivia com fome
Precisava de um agrado
Sem saber o que fazer
Chorava por um afago.
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O macaco muito esperto
Só fazia estripulia
Perturbava o pobre sapo
Sofrendo de agonia
Sem achar um besourinho
Perdia a sua alegria.
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Outros bichos chegaram
O coelho trazendo a preá
O bode todo perfumado
Carregando o gambá
Nas costas do urubu
Chegava o sabiá.
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O papagaio fofoqueiro
Chegou com mordomia
Trazia a língua afiada
Espalhando ironia
O pobre foi espulso
Acabando a sua alegria.
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O bem-te-vi chamou a chuva
Corram abram as sombrinhas
Começou o aguaceiro
Molhou a pobre da joaninha
O sapo feliz festejava
Ao lado da rãzinha.
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E logo depois da chuva
Apareceu a tanajura
Desfilando no salão
Com as mãos na cintura
Rebolava e dançava
Com a bunda de gordura.
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O mosquito muito atrevido
Com a sua covardia
Sugava o sangue do gato
E apressado dali fugia
Embaixo da mesa
O sujeito se escondia.
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A centopéia atrasou
Perdeu o seu sapato
A pobre estava mancando
Ainda culpou o rato
Que só tentou ajudar
E quem pegou foi o gato.
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O dia passou depressa
Acabaram com a festança
O porco protestava
Preciso encher a pança
Toca o fole sanfoneiro
Faça a última dança.
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E tudo voltou ao normal
Parabéns a grande felicidade
Era bicho pra todo lado
Com a sua atividade
A rotina da floresta
O que vale é amizade.
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Autoria Irá Rodrigues.
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